Melhorando seu receptor

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Se você tem um receptor do tipo “Transglobe-Philco”, ou outro similar, este artigo vai lhe interessar.

Alto Falante externo – Uma caixa acústica sempre melhora a qualidade de áudio, mas é bom você levar o receptor na loja quando possível, para testar a que melhor atende ao que você quer. Existem no mercado uma quantidade enorme de caixas acústicas que são bonitinhas mas, ordinárias. Muitas delas você nunca consegue descobrir a impedância do alto-falante. Algumas delas tem internamente circuitos que objetivando melhorar, acabam piorando o som.

Oscilador de Batimento de Freqüência (BFO) – Para ser franco, não consegui até hoje fazer funcionar satisfatoriamente um BFO destes que são publicados nas revistas de eletrônica ou similar. Os osciladores de batimento de freqüência, dos modelos mais simples, servem apenas de quebra galho para iniciantes. Basta uma pequena oscilação na rede de energia elétrica para o mesmo sair de freqüência. A maioria em SSB dá-nos a impressão de que a voz trêmula e chora, simplesmente horrível.

Acabei com o problema usando um VFO (Oscilador de Freqüência variável) destes que se usa para excitar transmissões de baixa potência (QRP). É montado em uma caixa em separado, com fonte própria, e uma chave de onda para diversas freqüências. Dá um pouco de trabalho, mas o resultado é ótimo.

O VFO que uso não muda de freqüência com oscilações da rede e supera em qualidade muitos dos receptores modernos. Caso você não tenha habilidade com montagens, é bom pedir ajuda a um colega que tenha prática. O uso é muito simples. Basta sintonizar um estação em CW ou SSB e procurar no VFO a freqüência de batimento. Uso um circuito publicado na revista Eletrônica Popular, volume 48/número 4, de Abril de 1980. Mas qualquer VFO para pequenos transmissores funciona.

Saída de sinal para gravador – Caso seu receptor não tenha saída para gravador, e deseja colocar, é bom você ligar o cabo que irá levar o sinal para o gravador nos extremos do potenciômetro de volume para que você possa gravar o sinal sem distorções e, caso queira, poderá gravar com o volume todo fechado, sem problemas na qualidade do áudio. Nunca use gravar tomando o sinal direto do alto-falante pois haverá distorções e o resultado final não será bom.

Cabo de terra – Nos receptores valvulados com caixa metálica, o cabo de terra é muito importante, uma vez que nestes receptores, se você estiver descalço, ao tocá-lo possivelmente tomará um choque elétrico. Nos receptores transistorizados, antes de colocar um cabo de terra definitivo, é bom fazer alguns testes antes. Em alguns testes que realizei com vários receptores, alguns melhoram o sinal de áudio eliminando certos ruídos. Outros apresentam um ruído característico de corrente alternada. Outros não apresentam nenhuma mudança. Houve receptor que, em Ondas Curtas, com o cabo terra ligado, teve seus sinais atenuados. Falando em cabos de terra, logicamente estamos nos referindo a um cabo independente ligado a hastes enterradas no solo, totalmente isolado do cabo de terra da fornecedora de energia elétrica da sua cidade.

Não estrague seu receptor – Se o seu receptor apresentar um defeito complicado que você não consegue reparar com seus recursos, não seja mais um curioso ! Pequenos defeitos acabam levando muitos aparelhos para a sucata por causa dos curiosos que transformam um cabo partido, ou uma solda fria, em um defeito sem solução.

Na década de 70 fui um destes radiotécnicos sofredores pelo Brasil afora aonde vão cair inúmeros receptores que antes passaram nas mãos dos chamados “Oidarinos”, ou “Oidar Técnico”, ou, como queiram, “curiosos”. O primeiro lugar que este “oidar técnico” vai tocar com uma chave de fenda é no canal de FI (Freqüência Intermediária), bobinas osciladoras, trimers, descalibrando e queimando circuitos integrados, transistores, diodos, entre outros. Qualquer técnico que verificar que seu receptor passou antes pelas “mãos delicadas” de um “oidar técnico” jamais o pegará para consertar.

Por: Wilson Rodrigues

Iniciou seu gosto pelo rádio em 1957 quando a TV engatinhava no Brasil. Em 1992 conheceu o DXCB e desde então está no grupo interagindo com os amantes do rádio! No boletim Atividade DX, faz a coluna “Matutando!”, sempre com uma pitada de bom humor. Além disso, pesquisa e monta artesanalmente antenas para ondas médias de alto ganho!

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