Como gravar relatórios de recepção

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Nos últimos anos, a prática de enviar relatórios de recepção gravados em fita K-7 tem ganhado muitos adeptos e tem se mostrado muito eficaz na obtenção de cartões QSL. A estação que recebe um relatório em fita magnética está muito mais apta a julgar quão bem seus sinais estão sendo recebidos. Este método de relatar está sendo está provando ser, de longe, superior ao convencional relatório de recepção escrito, desde que o dexista grave a transmissão exatamente como está sendo captada pelo seu receptor. A estação não está interessada em ouvir uma gravação de sua transmissão em que a mesma tenha sido alterada por filtros de cristal, multiplicadores de “Q” e/ou outros circuitos adicionais ao receptor.

A emissora está interessada em saber como a potência e a inteligibilidade de seus sinais variam num determinado período de tempo e como os mesmos são afetados por estações e distúrbios elétricos e ionosféricos. Muito cuidado na gravação. Sintonize seu receptor cuidadosamente antes de ligar o gravador, assim você terá um bom relatório gravado e que será de vital importância para o departamento técnico da emissora em questão. Não se preocupe. Tenha paciência e grave exatamente o que está sendo captado em seu receptor. Isto é muito importante. Não precisa pressa. Um cuidadoso relatório gravado não pode ser feito precipitadamente. É preciso técnica.

Antes de começar a gravação, sintonize a estação tão precisamente quanto possível. Se o seu gravador não possui “Nível Automático de Gravação” ajuste o volume a um nível suficiente para uma boa gravação. Tenha sempre em mente que um relatório desse tipo deverá ser longo o bastante para ser de utilidade para a emissora. Relatórios gravados com menos de 10 minutos de programação são de pouco valor. Um relatório com cerca de 20 a 30 minutos é o mais indicado para fornecer a estação a informação que eles desejam.

Não deixe que ruídos externos sejam gravados. O dexista deverá conectar o gravador diretamente ao jack dos fones de ouvido ou a saída de gravação do receptor, que é o mais correto. Caso o receptor não tenha essa saída, pode-se adaptar uma, se o dexista possui conhecimentos básicos de eletrônica. Em todo caso, pode-se mandar um técnico fazer isso. Nunca tente gravar o programa diretamente com o microfone do gravador. São inúmeras as chances de captar ruídos externos que tornarão o relatório inútil para a finalidade a que se destina.

Se o dexista tiver vontade ou alguma razão para falar na gravação, deverá fazê-lo somente após completar o relatório, de preferência no final do lado B da fita. Uma nota escrita deve acompanhar a fita com nome, endereço, data, tempo da gravação, freqüência, receptor, antena, etc, e uma solicitação cortês para que a emissora considere a gravação como verificação. Inclua alguns IRC’s para que a emissora possa devolver o relatório com cartão QSL. Esperamos que estas sugestões sejam úteis e que vocês possam faturar QSL’s de todo o mundo. Boa sorte e ótimos DX’s.

Por: Benedito Sérgio Carvalho de Souza

Artigo publicado no boletim “Atividade DX” nº 22 – junho de 1985.

PROJETO MEMÓRIA DO DXCB

Colaboradores:

  • Antonio Geraldo Paim da Silva
  • Carlos Felipe da Silva
  • Dante Vanderlei Efrom
  • Itamar Nunes de Assis
  • Ivan Dias
  • José Carlos Cruz
  • Luciana Miura Sugawara Berka
  • Márcio Roberto Bertoldi
  • Mário Cesar Pinto Brignol
  • Samuel Cássio Martins
  • Valter Aguiar

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