Materiais: o que enviar e como agradar o V/S

Share on Facebook0Tweet about this on TwitterShare on Google+0Pin on Pinterest0Email this to someonePrint this page

Fazer um bom relatório de recepção, pode ser trabalhoso quando iniciarmos na aficção, mas com o tempo isso deixa de ser problema.

Enviar um relatório para uma emissora é uma tarefa muito complexa.

Alguns dexistas conseguem as suas verificações com extrema facilidade.

Creio que não exista uma formula mágica, mas se é que ela existe, a mesma não costuma ser compartilhada. O objetivo principal deste artigo é “dar uma mão” para o seu relatório conseguir o QSL. Isto não quer dizer que um relatório mal feito, com uma carta fraca, escorado por uma enorme quantidade de materiais vá conseguir uma verificação.

O “Souvenir” universal é o cartão postal. Ele costuma funcionar bem. Particularmente eu torno os seguintes cuidados:

1. Não mandar cartões postais de igrejas católicas para emissoras notadamente “radicais”, religiosamente.

2. Sempre colocar uma dedicatória no verso, um cartão sem dedicatória e só um papel com uma foto.

3. Escolher bem o cartão. Cartão feio não agrada.

4. Compre em quantidade, isto é, compre direto do fabricante. Com este artifício fica mais barato e pode-se enviar mais cartões para uma mesma emissora.

Quando reporto emissoras com fita cassete, costumo gravar no lado “B” musica popular Brasileira. Não convém gravar música internacional, pois isto se ouve em qualquer lugar. Com alguma sorte você pode receber junto com o QSL uma fita com musica típica. Cuidado, música mal gravada não agrada, irrita. Recortes de Jornal são muito interessantes. Convém evitar temas políticos e religiosos. Aqui na América do Sul até futebol pode criar problemas. O V/S pode até não entender nada, mas ficará contente ao saber que aqui o seu Pais é citado vez ou outra.

Quase todo mundo gosta de adesivos. Todo e qualquer tipo de adesivo pode ser interessante. Mesmo aquele do seu candidato derrotado, (afinal de contas, acontece). Adesivos agradam e muito…

As antigas moedas de cruzeiro, cruzado e outras podem não valer nada por aqui, mas com certeza vão fazer sucesso no exterior. Cole-as com fita adesiva no verso do cartão postal.

Prospectos turísticos, podem serconseguidos nas Prefeituras Municipais (Secretaria de Turismo), basta ter um pouco de paciência e ir atrás.

Fotografias, apesar de serem caras, podem dar um toque bem pessoal. O “Shack” (posto de escuta), costuma ser a foto mais utilizada. Alguns dexistas do exterior costumam aparecer nas fotos com os seus filhos, (estes, normalmente, com fones de ouvido). Fotos são muito bem aceitas em emissoras Latinoamericanas. Costumam ser afixadas em quadros murais como fotos de ouvintes.

Uma saudação na língua nacional costuma “pegar bem”.

Bem, estes são os artifícios que eu uso. Convido os leitores a enviarem as suas dicas. Caso após tentar alguns dos artifícios sugeridos você não conseguir a confirmação, não desanime, a vida do dexista é também feita de sorte. Estas dicas são apenas dicas e não regras. Paciência e boa sorte.

Por Carlos Felipe da Silva

Artigo publicado no boletim “Atividade DX” nº 101 (dezembro de 1992) e republicado no boletim nº 127 (fevereiro de 1995).

PROJETO MEMÓRIA DO DXCB

Colaboradores:

  • Antonio Geraldo Paim da Silva
  • Carlos Felipe da Silva
  • Dante Vanderlei Efrom
  • Itamar Nunes de Assis
  • Ivan Dias
  • José Carlos Cruz
  • Luciana Miura Sugawara Berka
  • Márcio Roberto Bertoldi
  • Mário Cesar Pinto Brignol
  • Samuel Cássio Martins
  • Valter Aguiar

Deixe uma resposta