Períodos de transmissão

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Em 31 de outubro, grande parte dos países do hemisfério norte e alguns do hemisfério sul, fazem modificações em seus horários.

Os países localizados ao norte do equador abandonam o horário de verão substituindo-o pelo horário de inverno e alguns países localizados à sul do equador passam a adotar o horário de verão.

Estas modificações se revestem de grande importância para a radiodifusão mundial, pois a grande maioria das emissoras mundiais e algumas emissoras locais modificam seus horários de transmissão, e o que é mais significativo ainda, adotam novas freqüências de transmissão.

As emissoras localizadas ao norte do Equador passam a adotar freqüências mais baixas e as localizadas abaixo do equador, onde está chegando a primavera adotam freqüências mais altas.

Estas modificações nos horários de transmissão dos programas das emissoras são feitas com a finalidade de permitir aos seus ouvintes, que continuem a ouvir os seus programas preferidos, nos mesmo horário durante todo o ano.

A mudança nas freqüências é imprescindível, por que, as condições de propagação das ondas de rádio se alteram substancialmente nestes períodos de mudança de estação e faz-se necessário considerar as mudanças que ocorrem nas condições de reflexão das camadas ionosféricas.

Estas modificações. Foram então regulamentadas internacionalmente e desta maneira se adotou o seguinte padrão e nomenclatura:

No período entre os meses de outubro de um ano e março do ano seguinte se determinou como sendo o período “B” das transmissões radiofônicas. Este espaço de tempo equivale ao outono / inverno no hemisfério norte e a primavera / verão no hemisfério sul.

No período compreendido entre março de um ano até outubro do ano seguinte, está o período nomeado como “A”, que se refere á contrapartida contrária em termos de estações nos dois hemisférios.

O número que se segue a esta nomenclatura alfanumérica, se trata do ano de início do período, e deste modo estaremos iniciando em 31 de outubro o período “B04” porque o mesmo se refere ao Outono / Inverno que se inicia em 2004 no hemisfério norte.

Ao término deste período, teremos no hemisfério norte o período Primavera / Verão, o qual será citado como período “A” e como se iniciará em Março de 2005 será então “A05”.

Devemos considerar que alguns países da Ásia, África e América Latina, agindo isoladamente, utilizam o horário normal durante todo o ano sem efetuarem estas mudanças. Isso ocorre na China, na Índia, etc.

Existem ainda alguns países que não modificam este horário em razão de outras situações específicas nacionais, como o Irã que utiliza um calendário lunar, a Nova Zelândia por considerações geográficas, o Uruguai em função do grau de escurecimento do entardecer, etc e desta maneira se mantém á margem desta normalização internacional.

Para algumas emissoras internacionais estas mudanças são de muita importância visto que algumas chegam a efetuarem modificações de freqüência de transmissão 4 a 5 vezes durante o ano, independente até destes períodos normalizados, tal como ocorre na Rússia, na Índia, etc.

No passado, estas emissoras utilizavam outros períodos para estas mudanças de transmissão; períodos que se iniciavam sempre nos primeiros domingos de março, maio, setembro e novembro de cada ano.

Emissoras como “A Voz da Coréia” da República Democrática Popular da Coréia, ou seja, Coréia do Norte utilizam períodos que se iniciam em maio e novembro, pois consideram o calendário se originam no calendário “Chuchje” utilizado dede os seus antepassados.

Os ouvintes destas emissoras precisam organizar seu calendário próprio e aguardar as mudanças de freqüências das emissoras mundiais para efetuarem a confirmação das freqüências, sendo que boa parte das informações podem ser conseguidas através da Internet nos sites das emissoras, mas ocorre que algumas emissoras são muito lentas no trabalho de atualização destas informações. É por isso que os espaços dexistas (programas radiofônicos e boletins dos grupos) são importantes ferramentas para se manter estas informações atualizadas.

Por Adalberto Marques de Azevedo

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